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Sertã
O F.C. Porto repetiu o resultado do ano passado na deslocação à Sertã, marcando quatro golos sem resposta. Jesualdo Ferreira recorreu aos jogadores de segunda linha, mas passou por momentos difíceis na Sertã, com um Sertanense bastante aplicado e dar conta do recado. No entanto, o poderio do Porto começou a surgir. Sertanense que jogou sempre desinibido.
Jesualdo Ferreira, técnico do Porto
“O F.C. Porto jogou mal na primeira parte, por isso tive que mexer cedo no onze. Na segunda parte entrámos melhor, fizemos o segundo golo. Mas foi um jogo difícil, num campo mais difícil do que na última época. O que fica é uma vitória justa, e o empenho de jogadores que são campeões nacionais e que estiveram dispostos a atirar-se ao chão, a sujarem-se e a lutar”.
Eduardo Húngaro, técnico do Sertanense
“Estou satisfeito pelo jogo da minha equipa. Fizemos um jogo brilhante, quer na parte técnica, física e psicológica, O chão tremeu o tempo todo para o F.C. Porto. Quem não vê isso, não percebe de futebol. Quem dominou o jogo, quem rematou com perigo, quem obrigou o guarda-redes adversário a fazer grandes defesas foi o Sertanense?”
Três mil adeptos no encontro
Festa fora e dentro do estádio
A vila da Sertã voltou a receber a equipa do Futebol Clube do Porto e os seus adeptos que deram um colorido especial à localidade. Ainda faltava mais de duas horas para o jogo já os adeptos de ambas as partes gritavam pelo seu clube, erguendo bandeiras. A venda de bonés, cachecóis e outro material que identificava os clubes prosperou. O Sertanense apostou mesmo na venda deste género de produtos, com vista a angariar algumas verbas. Montou um stand para o efeito. Os adeptos responderam e adquiriram diverso material. O dia era de festa.
A entrada no estádio foi dirigida por dezenas de agentes destacados. A segurança foi máxima, a começar pela tradicional divisão do espaço das claques. A claque do Porto, sempre mais ruidosa, puxava pela sua equipa erguendo bandeiras. Um grupo de elementos da GNR esteve sempre por perto, controlando todos os seus movimentos.
O jogo foi visto por mais de 3 mil pessoas. Ainda assim, ficaram lugares vazios. Foi montada uma bancada a Oeste, essa bem repleta de público. Estiveram presentes diversas individualidades, desde o presidente da Câmara da Sertã e velhas glórias do Porto, com destaque para Fernando Gomes, Baía, Rui Barros e João Pinto.
Durante o jogo, com o Sertanense já a perder, o público puxou pela equipa da terra. O treinador local, Eduardo Húngaro pediu mesmo o apoio do público. Os mais “ruidosos” foram, sem dúvida, os elementos da Banda da Sertã, colectividade que actuou ao intervalo, dando uma volta pelo campo. Uma boa actuação, como já nos habituou.
Dezenas de jornalistas estiveram na Sertã para acompanhar o encontro, que o porto ganhou por 4-0. Terminado o jogo, a festa fez-se no exterior. Actuou o grupo Seca-adegas, que deu um colorido especial à festa. Nas diversas barracas de comes e bebes exploradas pelo Sertanense não faltaram as sandes, petiscos e bebidas frescas. Foi montada uma tenda gigante, pois temia-se a vinda da chuva. Para os mais novos houve insufláveis.
Os adeptos do Porto fizeram a festa motivados pela vitória. Beberam e conviveram com os locais, embora partissem logo no autocarro. Os simpatizantes do Sertanense estavam conformados com a vitória do Porto, embora realçando o esforço da sua equipa que na 1ª parte até teve boas oportunidades para marcar, e o jogo chegou a estar equilibrado. Como justifica um adepto: “ O Sertanense esteve muito bem na primeira parte, merecia sair a ganhar ao intervalo. A preparação e a mais-valia do Porto vieram ao de cima na 2ª parte”.
Um outro apoiante, envergando com orgulho a camisola do Sertanense, refere que o clube pratica bom futebol, mas “o Porto é de outro campeonato”, apesar de lembrar que nestes jogos costuma haver surpresas, “o que não aconteceu na Sertã”.
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