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Proença-a-Nova
Luís Ribeiro da Silva, o natural de Atalaias que há dois anos matou o filho de sete anos, junto à localidade de Vale da Mua, suicidou-se ontem em Coimbra, depois de cercado pelas autoridades.
O homem andava fugido de hospital de Coimbra, onde foi internado por matar o filho de 7 anos. Agrediu um GNR, disparou sobre outro e, hora e meia depois, matou-se. Aconteceu ontem, à beira do Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid, em Coimbra.
Luís Ribeiro da Silva, antigo condutor da Carris (Lisboa), de 53 anos, cujo assassinato do filho, de 7 anos, chamou a atenção da comunidade psiquiátrica (ver texto em baixo), fora declarado inimputável e deveria estar internado no Sobral Cid. Porém, andava fugido do hospital, situado na localidade de Conraria, da freguesia rural de Castelo Viegas, desde 18 de Julho.
Anteontem à noite, a GNR foi alertada para a presença do homicida em Ceira, a dois passos daquele hospital.
Ontem, antes do sol nascer, militares da GNR dirigiram-se à casa onde se encontraria, ao lado dos CTT de Ceira, para deter o foragido. Mas a sua acção revelou-se ineficaz. Em circunstâncias que a GNR não precisou, Luís Silva empurrou um dos militares, que, ao cair, fracturou uma clavícula, e desapareceu.
Depois, Luís Silva terá sido visto a apanhar um autocarro, com destino ao centro de Coimbra. Segundo o comandante da GNR de Coimbra, Dias Costa, militares e agentes da PSP bateram a "baixa" da cidade, mas não conseguiram capturar o homem.
Enquanto isto, uma procuradora do Ministério Público ordenava a apreensão da viatura pertencente a Luís Silva, estacionada junto da casa de Ceira, que ele e mulher haviam comprado para ficarem perto um do outro.
No momento em que dois soldados da GNR aprendiam a viatura, apareceu Luís Silva. Ao ver a autoridade, pôs-se novamente em fuga e atingiu um dos GNR com um tiro no pescoço. A vítima ficou "livre de perigo", após lhe ser retirada a bala, numa cirurgia realizada nos Hospitais da Universidade de Coimbra, contou o major Henrique Armindo, da GNR.
Depois do disparo, Luís Silva fugiu para uma zona de mato, junto ao apeadeiro de Conraria, no Ramal da Lousã. Membros da GNR, PSP e PJ, apoiados por cães pisteiros, colocaram-se no terreno, e o desfecho não tardou: uma hora e meia depois, a vizinhança ouvia cinco tiros seguidos.
O comandante da GNR de Coimbra explicou que Luís Silva "estava encurralado" e decidiu suicidar-se. Sem explicação para os "vários disparos", Dias Costa afirmou, contudo, que o foragido "nunca denunciou a sua posição" aos perseguidores.
O cadáver seria encontrado, de acordo com o subcomandante da GNR de Coimbra, João Seguro, junto a um silvado, "a cerca de um metro de distância da linha do comboio".
Fonte: Jornal de Notícias
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