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Sertã
O meteorologista Costa Alves esteve no Centro Ciência Viva da floresta onde proferiu uma palestra sobre a temática do aquecimento global e os seus impactos na sociedade.
Costa Alves salientou que durante a 2ª metade do século XIX, a pequena Idade do Gelo, que vigorava desde o século XVI, começa a ceder e inicia-se uma recuperação térmica que se vai acentuar na 2ª metade do século XX, devido ao aumento demográfico e ao grande incremento de emissões de gases com efeito atmosférico de estufa.
O aquecimento global está na ordem do dia e a fase actual de instabilidade do comportamento da atmosfera será o sinal de que estamos numa fase de transição para outra configuração climática, disse ainda o especialista.
“Numa troposfera mais quente, nas nossas latitudes, aumentarão a frequência e intensidade das secas, a precipitação média anual diminuirá e a sua ainda maior concentração no Inverno traduzir-se-ão numa diminuição das disponibilidades de água”, frisou, acrescendo que, por outro lado, o aumento do nível médio do mar produzirá um aumento da pressão nas edificações e nos sistemas ecológicos litorais e a necessidade de um novo ordenamento das actividades humanas.
O meteorologista destacou que é também previsível, com alta probabilidade, um grande aumento do número de dias com temperatura máxima superior a 35 C e, consequentemente, a maior frequência e intensidade das ondas de calor e o aumento das condições para ocorrer incêndios florestais de grandes dimensões. Tais efeitos imporão mudanças no ordenamento das cidades, nos cuidados de saúde, na utilização da energia e na construção civil.
Apesar disso, salientou que ainda estamos em condições de evitar que a mudança climática se imponha. Para que isso aconteça, temos de diminuir os consumos de energia fóssil, reduzindo os consumos e aumentando a contribuição das fontes de energia renovável. "É uma tarefa global que terá de envolver toda a humanidade, cada país e cada um de nós".
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