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Sertã
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, deslocou-se a Castelo Branco, com vista a apresentar o Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais para o distrito de Castelo Branco.
As forças de segurança e socorro do Distrito estão já a postos para a nova época de fogos que se aproxima, em que a grande preocupação vai incidir na sensibilização para os comportamentos adoptados na floresta. Assim, devem evitar-se certas atitudes, como utilizar fogo na floresta, não realizar fogueiras, e evitar atirar cigarros acesos para o chão.
É que, como recordou a Governadora Civil, a quase totalidade dos fogos florestais tem origem em comportamentos humanos, quer de negligência ou atitudes criminosas.
Na Fase Bravo, que decorre até 30 de Junho, o Distrito conta com 140 elementos dos bombeiros, apoiados por 47 viaturas, 40 elementos Canarinhos, com quatro viaturas, 57 agentes da GNR, com 10 viaturas e oito motociclos, seis agentes da PSP, com duas viaturas e 22 equipas de sapadores florestais.
Na Fase Charlie, que vai de 1 de Julho a 30 de Setembro, o dispositivo será integrado por 12 corpos de bombeiros, o que representa 64 equipas, com 389 elementos e 69 viaturas. A isto deve juntar-se 40 elementos dos Canarinhos, força especial dos bombeiros.
O dispositivo conta ainda com meios aéreos localizados nas Pistas das Moitas, Castelo Branco e Covilhã, bem como com o trabalho de elementos das forças de segurança, Afocelca e entidades da protecção da floresta. Estarão em funcionamento 12 postos de vigia, que ocuparão 22 equipas, num total de 110 elementos.
As pistas das Moitas e da Covilhã recebem dois aviões dromaders cada uma, com capacidade entre os 1800 e 2 mil litros de água. Em Castelo Branco fica um helicóptero, com capacidade para 1220 a 1500 litros, também indicado para o transporte de Canarinhos.
O Comandante Distrital Rui Esteves lembrou que a “ pronta resposta”em caso de incêndios vai continuar a ser uma prioridade, com o travar de imediato dos incêndios nascentes, para que não assumam grandes proporções. Aumentar a eficácia sobretudo do ataque inicial e garantir a segurança de pessoas e bens, continuarão também a ser uma aposta.
O Ministro, bem como a Governadora Civil e o Comandante Rui Esteves, sublinharam que todos os cidadãos devem sentir-se responsabilizados pela prevenção, vigilância e mesmo combate aos fogos, “pois a protecção da floresta é um dever de todos”.
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