Portal - Jornal
da Zona do Pinhal

Subscrever Feed

PUBLICIDADE
Publicidade





Esqueceu a senha?
Sem conta? Criar Conta!
1 leitor em linha

Opinião

Hélio Bernardo Lopes

A Propósito de um Artigo Científico
por Hélio Bernardo Lopes

PUBLICIDADE
Publicidade
1ª Página :: Cultura :: Arruadas do Vale do Souto primaram pela originalidade

PUBLICIDADE
Publicidade
Arruadas do Vale do Souto primaram pela originalidade Imprimir e-mail
Escrito por P.M.   
19-Mai-2008

Oleiros

arruadas_1.jpg A localidade de Vale do Souto, no concelho de Oleiros, recebeu nos dias 17 e 18 de Maio, as famosas Arruadas, em que houve tasquinhas, restaurantes, artesanato, e diversão proporcionada pelo toque de acordeões, violas, concertinas e harmónios.

As Arruada tiveram início na localidade de Faval, onde os tocadores se foram juntando, nomeadamente os Seca-adegas, Cantares do Gaio e outros a título individual. Um deles veio da aldeia de Álvaro.

Uma das imagens de marca deste evento foi, sem dúvida, o porco assado no espeto em cima de uma carroça, puxada por um burro. Ainda antes da partida, comeram-se os primeiros nacos de porco, com um apetitoso pão de milho. A primeira adega a visitar pelo grupo estava mesmo ali, não faltando por isso o vinho, a cerveja e mesmo sumos.

Os participantes foram depois alinhados. À frente iam os Seca-adegas, a tocar com vigor, seguidos da carroça com o porco assar e, por último, o Grupo de Cantares do Gaio. Outros tocadores, alguns da localidade de Vale dos Souto e ainda os Tocadores Mega música de Cernache incorporaram-se no “desfile”, que seguiu pela Rua do Faval, Lomba, Rua da Lomba, Cimo do Covão, Souto e Rua do Valinho.

arruadas_2.jpgPelo caminho efectuaram diversas paragens para provar o vinho que os habitantes iam disponibilizando nas suas adegas ou mesmo em mesas improvisadas junto à casa. Aqui e ali também se oferecia petiscos ou bolos e filhós, para acompanhar com o vinho.

O porco no espeto ia assando e sendo consumido pelos tocadores e muitos populares e forasteiros que se juntaram à festa. Nas ruas mais inclinadas os populares auxiliaram o burro a puxar a carroça, pois ao animal já pesam os anos. Mas tudo fez parte da festa.

Junto ao largo de festas e Igreja do Vale do Souto teve lugar uma paragem mais demorada. Novamente não faltou o vinho e os bolos para acompanhar. Os grupos de tocadores executaram diversas melodias e o convívio foi a tónica dominante. Até chegar à Rua do Valinho foram visitadas cerca de 13 adegas.

A venda e exposição de artesanato foi outro ponto alto das Arruadas. Distribuídos desde a Rua do Valinho e ruas limítrofes, os artesãos trabalharam ao vivo e venderam diverso tipo de material. Estiveram presentes Manuel Augusto, fazedor de colheres de pau, o sapateiro artesanal António Martins, a artesã Filomena, que elabora panos de cozinha, rodilhas e pinta quadros alusivos a temas da natureza e prepara ainda saquinhos com sabonetes e cestas com guardanapos.

arruadas_3.jpgA tecedeira Arminda, Lurdes Martins, com bainhas abertas, e Lurdes luís com rendas estiveram também presentes. Em exposição estiveram diversos trabalhos elaborados pelas artesãs, com destaque para as colchas em linho. Carmida ainda manobra um tear, executando diversos artefactos por encomenda.

Bastante sentida foi também a presença de Abel e José Luís, os manos cesteiros da Aveleira, Vila de Rei. Das suas mãos engenhosas saem uma grande variedade de cestos, garrafões, cadeiras, arcas, tudo em vime, uma planta que eles próprios cultivam. A empresa Abílio Matias e a loja de perfumes Prestigio apresentaram também alguns dos seus produtos.

Aqui e ali havia diversos produtos à venda, nomeadamente os licores e ginjas, vinho e outros diversos, com destaque para loja com produtos usados, desde calças e sapatos, numa espécie de feira da ladra. Aqui e ali abriram-se as adegas, com pão, vinho, queijo e presunto à descrição.

O botequim do Zé e a adega do Zé da horta, fizeram também sucesso e foram muito frequentadas. No Botequim havia diversos materiais para venda, desde charruas, bicicletas, tudo em segunda mão. Na adega vendeu-se vinho ao copo.

PUBLICIDADE

arruadas_5.jpgA loja Mega-Música, com diversos instrumentos musicais, esteve também presente, bem como Luís Cabaço, com miniaturas em madeira, desde tractores agrícolas, motos, camiões, jipes e niveladores. Trabalhos estes bem acabados e com um design perfeito. Manuel da Horta foi outro artesão presente, com exposição de miniaturas artesanais, desde arados, carroças e peças de teares.

O visitante pôde também encontrar uma sala de iniciação à pintura, onde uma monitora ensina a pintar, para quem quisesse experimentar.

À noite, actuaram diversos grupos, nomeadamente as Dance Club (juvenis), Seca-Adegas, Tocadores da Escola Mega Música de Cernache do Bonjardim, Tocadores do Gaio, do Orvalho e outros. No final, houve baile com Paulo Jorge&Irmão.

Pelas 16 horas, estava previsto realizar o II Encontro de Grupos de Cantares, com a participação do Grupo de Cantares do Vale do Souto, Grupo de Cantares do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Cernache do Bonjardim e o Grupo de Cantares Retalhos do Alva de Paradela de Cortiça. No entanto, a chuva que caiu impediu a realização do encontro. A aldeia continuou a receber visitantes durante toda tarde de domingo. Não faltaram as tasquinhas com vinho e petiscos, muitas lojas estiveram abertas.

Video-reportagem:




  Seja o primeiro a comentar este artigo.
Comentários em RSS

Apenas utilizadores registados podem comentar
Por favor registe-se ou faça login.

 
PUBLICIDADE
Publicidade
mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
Hoje239
Ontem726
Esta Semana965
Este Mês3226

Visitas desde 13-Nov-2007
O Pinhal Digital é um jornal online que cobre os concelhos de Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei e Vila Velha de Ródão
© 2007 - 2008 Pinhal Digital
É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão do Jornal Pinhal Digital ou, quando aplicável, do autor dos artigos.