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Opinião

Hélio Bernardo Lopes

A Propósito de um Artigo Científico
por Hélio Bernardo Lopes

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1ª Página :: Ciência :: Cérebro em análise no CCVF

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Cérebro em análise no CCVF Imprimir e-mail
Escrito por P.M.   
28-Mar-2008

Proença-a-Nova

cerebro_1.jpg O Centro Ciência Viva da Floresta recebeu a palestra “ o uso das células estaminais neurais na reparação cerebral”, uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Neurociências, integrada na Semana Internacional do Cérebro.

A 1ª sessão, realizada durante a manhã, teve como público-alvo os alunos do Secundário, enquanto à tarde dirigiu-se ao 3º Ciclo. Tanto numa como noutra foram apresentados, como complemento, dois filmes, seguindo-se uma conversa informal em que se colocaram questões sobre a neurociência e o funcionamento do cérebro.

Da sessão da tarde fez parte a apresentação de dois filmes em ambiente 3 D, sobre as principais funções do cérebro. Um deles abordou a forma como se processa a visão. O outro versou sobre a epilepsia.

João Malva, que conduziu a palestra, salientou, em relação à epilepsia, que em situações normais o cérebro funciona bem, mas há casos em que os circuitos podem começar a funcionar mais do que devem e gera-se uma anomalia, ou seja, “ um fogo” num local bem definido do cérebro. Acontecem, assim, as crises epilépticas mais ou menos severas. Como causas destacou algum acidente que se tenha sofrido ou mesmo uma anomalia de desenvolvimento. As crises começam com um fogo no abdómen. Quando tal acontecer, deve-se afastar os doentes de locais onde se possa magoar, deitá-los de lado, e esperar que a crise passe.

cerebro_2.jpgO investigador acrescentou depois que os cientistas estão agora a desenvolver fármacos, aproveitando aquilo que a natureza já inventou há muito, ou seja, vários mecanismos para as espécies de defenderem de predadores e para serem também predadores.

João Malva referiu que já existem abordagens terapêuticas para reparar quase todas as doenças, mas no caso do cérebro tal não acontece, pois ainda não se conhecem as suas capacidades.

No final da palestra dirigida ao 3º Ciclo, os alunos colocaram algumas questões ao investigador, por exemplo  o efeito das drogas sobre o cérebro, como se processa a doenças de Alzheimer e Parkinson e os efeitos do álcool. No caso da alzheimer explicou que é mais frequente nas pessoas idosas, traduzindo-se na morte dos neurónios. Como consequência acontece a perda de memória. Não se sabe a origem desta doença, mas têm sido criados fármacos para travar a sua progressão. Falou-se ainda da esclerose múltipla, em que algumas células degeneram, e o corpo fica com défices de mobilidade, havendo dificuldade em controlar os músculos.

No final, João Malva realçou a importância de falar sobre o cérebro aos jovens, também para despertar neles o gosto científico. “O cérebro é o órgão menos conhecido, e é fundamental saber como funciona e o que fazer para o tratar em caso de doença”, lembrou.

cerebro_3.jpgRefira-se que, integrado na Semana do Cérebro, a Sociedade Portuguesa de Neurociências levou a cabo viárias acções, nomeadamente em centros culturais e museus, além de receber alunos das escolas.

Malva entende que os cientistas não podem limitar-se a estarem fechados no laboratório, mas devem mostrar à sociedade o fruto da sua investigação, sob a forma de conhecimento e cultura, bem como desenvolver novas terapias.

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Video:

 
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