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Sertã
No último congresso da Federação Distrital do PS, que teve lugar no Fundão, o presidente da Câmara da Sertã, José Paulo Farinha levantou algumas questões pertinentes onde chamou a atenção para o esquecimento e isolamento da Zona do Pinhal.
O autarca perguntou que sentido tem a democracia sem igualdade de oportunidades, quando se é votado ao esquecimento e ao isolamento, como é o caso da Zona do Pinhal?
Paulo Farinha disse considerar ser imperioso que os militantes da Zona do Pinhal sejam, ao menos ouvidos nas decisões estratégicas com impacto na região, colaborem, tanto na definição das políticas adequadas ao combate dos problemas que os afectam, como nos mecanismos de intervenção que irão promover a igualdade de oportunidade e a justiça social.
O autarca teceu depois considerações sobre o projecto autárquico do Partido Socialista. “Goste-se ou não de ouvir, estou convicto que sem nos descaracterizarmos e sem perdermos a singularidade e a especificidade do projecto político do Partido Socialista, é necessário construir pontes de diálogo com todos aqueles que se afastaram de nós socialistas por este ou aquele motivo e com todos aqueles que teimam em não serem filiados, mas que continuam a partilhar os ideais do pluralismo, da tolerância, da solidariedade e da modernidade”, frisou, acrescentando ser cada vez mais necessário ouvi-los, partilhar com eles novos objectivos, para que estejam “connosco nas lutas eleitorais que se avizinham”.
Paulo Farinha destacou depois que, embora as grandes vitórias alcançadas nos últimos actos eleitorais, a dinâmica "que existia nesta Federação tem-se vindo a perder gradualmente. E esta constatação deve ser motivo da nossa reflexão”.
Com isto, disse não querer apontar culpados, porque se os há, a culpa terá forçosamente de ser partilhada por todos nós, dirigentes e militantes. Mas juntos “encontremos a imaginação necessária para reinventar a dinâmica perdida”.
Terminou alertando para o facto de, mais do que nunca, nos consciencializarmos de que os tempos que se avizinham irão ser difíceis, “e a prova disso, serão os ataques acirrados com que os nossos adversários nos irão confrontar nos próximos meses. Temos que saber assumir as nossas responsabilidades, ocupando o nosso lugar e preenchendo o nosso espaço político. Sem triunfalismos, temos que ter consciência da nossa força, no plano distrital e nacional”.
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