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Sertã
No encerramento da Semana Europeia da Floresta, cerimónia que contou com a presença do Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas e da Governadora Civil, foi apresentada a Rede Nacional de Salvaguarda dos Territórios Florestais.
As redes de defesa da floresta têm como função primordial concretizar territorialmente, de forma coordenada, a estratégia regional de defesa da floresta contra incêndios.
Têm por finalidade a redução da taxa anual de incidência de fogos florestais para níveis social e ecologicamente aceitáveis, identificados no Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios e nos Planos Regionais de Ordenamento Florestal (“PROF”).
Esta estratégia aborda de forma integrada três áreas fundamentais: - Prevenção da eclosão do fogo, visando diminuir o número de ocorrências;
- Planeamento do território, visando dotar os espaços florestais das características e infra-estruturas necessárias para a minimização da área ardida e consequentes danos ecológicos e patrimoniais, bem como gerir as interfaces floresta/agricultura e floresta/zonas edificadas;
- Combate aos incêndios, visando a redução da área de cada incêndio e a salvaguarda de pessoas e bens, incluindo não só o combate estendido a um incêndio florestal mas também a primeira intervenção.
O Presidente da Câmara da Sertã, José Paulo Farinha, lembra que a aplicação de medidas de Defesa da Floresta Contra Incêndios (“DFCI”) não se esgota na execução e manutenção das redes de defesa. É fundamental a execução, em simultâneo, de medidas de silvicultura, estendidas à globalidade dos espaços florestais que aumentem a sua resistência e resiliência à passagem do fogo, sem as quais não se conseguirá resolver estrutural e sustentavelmente o problema dos incêndios.
José Paulo Farinha salienta ainda que a raiz do problema dos incêndios florestais reside essencialmente no colapso das sociedades rurais tradicionais e na consequente perda de utilidade directa e abandono dos espaços silvestres.
Inversamente, a sua resolução implica assegurar novamente a valorização, o tratamento e a vigilância permanentes desses espaços, com a concepção de formas modernas de gestão do território e de aplicação coordenada das diversas políticas públicas, nomeadamente, desenvolvimento rural, agricultura e pecuária, conservação da natureza e energia. Neste âmbito, diz que sobressai a necessidade de garantir que a gestão estratégica dos combustíveis florestais se articule com as demais actividades realizadas no mundo rural e, também, que as infra-estruturas humanas se integrem harmoniosamente nos espaços silvestres.
“Só com uma floresta funcional e estruturalmente adaptada à sociedade actual e com uma adequada coordenação dos diferentes agentes que nela intervêm (da investigação científica à sensibilização do público e à aplicação das medidas de “DFCI” no terreno) será possível evitar o flagelo dos incêndios florestais e a repetição das tragédias vividas nos últimos anos”, destaca.
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