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Sertã
O Presidente da Câmara da Sertã, José Paulo Farinha, está satisfeito com a apresentação das “Dinâmicas Populacionais e Projecções Demográficas” do Município da Sertã, a que seguiu um debate sobre o tema “Que desenvolvimento possível para o Interior do País?”
Na sua perspectiva foi um encontro deveras interessante, especialmente para os autarcas presentes. No que concerne às projecções demográficas, porque o futuro é cada vez mais incerto, refere que existe cada vez mais a necessidade de se ter um correcto conhecimento das características da população.
O autarca disse estar convicto que “ficámos sensibilizados para o facto de que inverter a tendência de despovoamento de um Concelho é um trabalho continuado, de longo fôlego, e como o futuro diz respeito a todos nós, significa cada vez mais a necessidade do envolvimento da população na mobilização de acções estratégicas colectivas. Finalmente, diz que este estudo ajuda-nos a perceber o que irá acontecer no Concelho em termos demográficos nos próximos anos.
Quanto ao debate sobre o tema “Que desenvolvimento possível para o Interior do País?”, salienta que nunca foi tão pertinente, porque em tempo de crise e de crises locais, “regionais, nacionais, globais – interrogamo-nos sobre o que fazer? Continuar a assobiar para o lado e a adiar decisões?”.
O autarca fez ainda algumas observações. Disse crer que o Interior continua a ser uma região de feudos que, não tendo, nem querendo ter uma verdadeira região, gosta de dividir os males pelas aldeias e fazer de cada micro-território um castelo.
“O interesse colectivo continua a não se sobrepor aos interesses restritos e assim, se não houver imaginação e vontade política para inverter algumas situações, vamos ficar piores”, frisou.
No final, referiu que “ficámos mais despertos para as forças e fraquezas, assim como para as oportunidades e as ameaças com que nos defrontamos, mas também mais sensibilizados para as potencialidades que ainda há para descobrir e rentabilizar, quer no Município, quer na região”.
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