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Opinião

Hélio Bernardo Lopes

A Propósito de um Artigo Científico
por Hélio Bernardo Lopes

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1ª Página :: Economia & Negócios :: Município de Vila de Rei é pioneira na produção de Energias Renováveis

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Município de Vila de Rei é pioneira na produção de Energias Renováveis Imprimir e-mail
17-Nov-2008

Vila de Rei

paineisfotovoltaicos_1.jpg Vila de Rei é oficialmente produtora de energias renováveis. Consciente das necessidades ambientais actuais e pretendendo tomar uma atitude pró-activa face a um futuro mais sustentável, o Município de Vila de Rei propôs-se à certificação de edifícios públicos produtores de energia, a partir da instalação de painéis fotovoltaicos.

Foram aceites oito candidaturas e emitidas oito licenças a Vila de Rei, no dia 9 de Setembro de 2008, ficando as outras propostas adiadas. Os edifícios licenciados foram o da Câmara Municipal, Piscina Municipal, Campo de Futebol, Espaço Internet, Posto de Turismo, Escola Fixa de Trânsito, ETAR do Souto e Museu de Geodesia.

Para tal, o Município de Vila de Rei assinou um protocolo com a Verde Forte, Energias Renováveis, Lda., empresa que custeará o total do investimento, centrado na casa dos 240 mil euros. Confrontado com as motivações que o levaram a investir no Município de Vila de Rei, António Lóios, representante da empresa, afirma que “Já estabelecemos protocolos da mesma índole com outras quatro autarquias e correu bastante bem. Desta feita, queremos apostar em Vila de Rei, porque é um Município que demonstra ter bastante iniciativa e capacidade política para andar mais rápido do que outros concelhos, daí que seja o primeiro e único concelho a fazer este tipo de aposta ao nível do Distrito de Castelo Branco”.

De facto, um terço das licenças emitidas em todo o distrito de Castelo Branco desde Março de 2008 pertence a Vila de Rei, o que muito orgulha a Presidente de Câmara Maria Irene Barata “Actualmente estamos na vanguarda e por óptimos motivos. A produção e utilização de energias renováveis é algo emergente e urgente e se nós, em Vila de Rei, temos condições excelentes para as produzir devemos fazer esta aposta. Estamos orgulhosos não por sermos o concelho com mais licenças do Distrito, mas por podermos concretizar um projecto que há muito desejamos e que sabemos que será benéfico para o concelho em diferentes áreas”.

Dos edifícios vilarregenses licenciados, destaca-se o do Museu da Geodesia, na medida em que se encontra no Centro Geodésico de Portugal e o seu valor simbólico coaduna com esta iniciativa ecológica e de clara defesa do ambiente, atribuindo um outro valor ao Município de Vila de Rei, que poderá ser reconhecido e visto pessoalmente por todos os visitantes daquele ponto de interesse nacional. Além do mais, segundo as palavras do empresário, “cada instalação traz um benefício de créditos de dióxido de carbono incontável, de acordo com o estabelecido no Protocolo de Quioto, que podem ser taxados a curto prazo em 40 euros/tonelada e em 1012 em cerca de 100 euros/tonelada”.

Vila de Rei assume este desafio como um passo para o desenvolvimento do concelho e do país, uma vez que será simultaneamente um município fornecedor e consumidor, consciencializando-se das boas práticas ambientais e dando uma oportunidade aos próprios munícipes de participar activamente no projecto. António Lóios refere que “Temos uma forte esperança de que a população se reveja neste tipo de projecto e invista ela própria nas energias renováveis, pois posso garantir que é um investimento rentável. Ao final de 6/7 anos o retorno é garantido, pois o valor de energia produzido compensa o investimento, estimando-se entre 120 e 150 mil euros ao fim de 25 anos”. A Verde Forte presta, a todos os interessados, não apenas o fornecimento, instalação e manutenção do material próprio, como facilita o crédito para o investimento, através dos acordos protocolados entre as instituições bancárias e a empresa.

O protocolo estabelecido para a produção de energias renováveis tem, ainda, como objectivo a contenção dos custos municipais no campo energético, pois as receitas são cada vez menores e compete ao Município encontrar novas fórmulas para custear as obras necessárias à melhoria da qualidade de vida dos vilarregenses. A execução desta iniciativa a partir de uma empresa credível na área e a “custo zero”, vem reforçar a capacidade do executivo em funções, com a sua astúcia e poder de negociação, para a conciliação de interesses e concretização de projectos fulcrais para o desenvolvimento concelhio.




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