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Oleiros
A Feira de Santos de Oleiros reuniu largas de dezenas de feirantes, perante centenas de visitantes, que aproveitaram para adquirir os mais variados artigos. Este evento mantém as características das feiras e mercados tradicionais, como as conhecemos há décadas.
Não faltaram os ferreiros e os latoeiros com os seus produtos. Segundo um feirante, esta Feira de Santos tem a particularidade de ter muitos compradores. É nesta altura que se adquirem, por exemplo, os utensílios para a apanha da azeitona, tais como os panos, barricas, carros de mão, escadas e serrotes; outros compram árvores de fruto para plantar. Tudo isto confere à feira particularidades especiais e um colorido especial.
Um feirante, natural de Santo André das Tojeiras, diz que vem todos os anos à Feira de Santos, que considera a maior das redondezas. Maior só a de Alcains. Apesar de muitos visitantes, o negócio não foi famoso, pois as “pessoas compram pouco”. Na bancada podia encontrar-se facas, tachos, martelos, enxadas, foles, peneiras, ratoeiras, tenazes, machados e outros. José Manuel, um feirante natural da Sertã, fabrica alguns dos utensílios, tal como enxadas. Mas o negócio não está fácil.
Roupas, calçado, artigos de plástico e artigos de cerâmica foram outros artigos que se puderam comercializar.
Aos 75 anos, Luís David, natural da Sertã, é um artesão experiente. Das suas mãos saem artigos em latoaria, tal como funis, candeias, bilhas para azeite ou vinho e corredores. O artesão diz-se funileiro, pois aprendeu a arte de fabricar funis, que outrora tinham grande procura. Sobre a feira diz que é um grande evento, “que nunca vai terminar”.
Manuel Francisco, natural de Miranda do corvo, trouxe grande quantidade de árvores de fruto, desde videiras, oliveiras, citrinos variados, que diz que se vendem muito bem.
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