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Os desafios da governação para um Portugal sustentável
Opinião
Escrito por Victor Bairrada   
Os desafios da governação para um Portugal sustentável

Encontrar um modelo de governação sustentável da sociedade, que ao mesmo tempo permita contas equilibradas, justiça social e proteção do ambiente não é tarefa fácil, mas deve ser a prioridade do próximo governo. Um discurso politico que tente apenas captar votos sem compromissos sérios, assentes na realidade e na verdade, nunca será solução para os problemas que afetam gravemente Portugal, qualquer estratégia que não aponte para o equilíbrio das contas quer públicas, quer privadas e para um crescimento que se baseie na boa gestão dos nossos recursos, nunca teve, nem nunca terá futuro.
Uma política de responsabilidade e de boa governança jamais poderá seguir caminhos de facilitismo e de eleitoralismo imediatista. Devemos ter também em atenção que a modernidade e o crescimento são bandeiras carregadas de promessas e de riscos, em possibilidades e ameaças que afetam o conjunto do tecido social, a estrutura das atividades económicas e o equilíbrio ambiental.
Uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável terá que ter em conta a situação atual do país, com o conjunto das suas debilidades e das suas potencialidades, e que permita num horizonte de uma a duas décadas assegurar um crescimento económico forte e consistente, uma maior coesão social, e um elevado e crescente nível de proteção e valorização ambiental.
A difícil realidade nacional implica reconhecer que só haverá efetivo crescimento e convergência no quadro europeu se Portugal adotar uma estratégia global de desenvolvimento sustentável. Esta estratégia deverá ter em conta uma aposta consistente, continuada, lúcida e equilibrada com amplo consenso nos vários setores da sociedade e independente dos ciclos governativos em que as possíveis alterações ou correções advenham apenas e só de alterações necessárias a uma melhor otimização dos processos de implementação e que sejam comprovadas cientificamente.
Outro aspeto fundamental é a qualificação da população ativa, promovendo a formação ao longo da vida e a disponibilidade de competências necessárias para um maior potencial de inovação das empresas, tendo presente sempre as tarefas de cidadania e de defesa do Ambiente.
O modelo de desenvolvimento a adotar deve também integrar a proteção do Ambiente e uma boa gestão do território, que é a nossa "casa" e como tal o devemos proteger, salvaguardando desse modo o nosso presente e o futuro das próximas gerações.
Relativamente ao crescimento da economia portuguesa, o mesmo deverá ser mais rápido permitindo retomar a dinâmica de convergência à escala europeia, com um crescimento da produtividade, associado a um forte investimento nos sectores de bens transacionáveis, tendo em conta aa realidades dos mercados nacional e internacional que permita uma maior a criação de emprego, esse crescimento deverá ser reduzir o consumo de energia e dos recursos naturais, aproveitando e estimulando as possibilidades endógenas do País. O novo quadro governativo deverá assegurar que as instituições responsáveis pela satisfação de necessidades básicas na área da saúde, educação, formação e segurança social sejam capazes de suster o impacto do "envelhecimento da população e do "amadurecimento" etário da população ativa hoje residente, num quadro de coesão e equidade sociais, sem provocarem um descontrolo das finanças públicas e um aumento de impostos. Tendo em conta a realidade atual e os problemas sociais económicos e ambientais, com que nos defrontamos, torna-se obrigatório por em prática um conjunto de políticas ativas de promoção da natalidade, da saúde, da autoformação, da proteção do ambiente e da cidadania que promovam uma cultura e uma sensibilidade sociais na defesa dos princípios de uma sociedade democrática, plural, justa e sustentável, onde a política deverá obrigatoriamente estar ao serviço dos cidadãos, dos seus problemas e das suas necessidades.
Finalmente devemos participar ativamente a nível internacional para uma sustentabilidade global, aprofundando o relacionamento externo de Portugal com outras regiões afirmando a posição de Portugal no mundo, e contribuindo de forma empenhada para os esforços crescentes da comunidade internacional no sentido da construção da paz, da sustentabilidade dos ecossistemas e do equilíbrio ambiental do planeta no seu todo.

Victor Bairrada

 


 
Comentários (1)
1 Sábado, 12 Novembro 2016 15:24
FRANCISCO AGOSTINHO
Proponho: Victor Bairrada para Primeiro Ministro. JÁ.
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