Qui 05 Jun |
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| Proposta da Resipinus quer ser integrada no PDR
Reativação da resinagem defende a floresta e cria emprego
A proposta de apoio à resinagem no próximo PDR é inovadora na forma como integra diferentes dimensões fulcrais para o desenvolvimento rural: a forma produtiva como permite fazer a prevenção de incêndios florestais, garantindo empregos em zonas rurais altamente afetadas pelo desempego e ao mesmo tempo gerando um valor económico associado a um produto verde com escoamento garantido, garantindo a recuperação do sector do pinho, atualmente em profundo declínio.
Existem três questões que carecem de soluções urgentes e pesam nesta pretensão de reativar a resinagem: A problemática territorial dos incêndios é um problema ambiental, económico e social dramático que está longe de ser resolvido; a indústria europeia de resina tem um grande peso económico e um potencial de crescimento muito grande, mas está fortemente dependente da importação de matéria prima e o desemprego elevado - a crise económica do sector da construção fez aumentar o desemprego. É a atividade rural que no contexto territorial atual, poderá trazer maiores benefícios em termos de defesa contra incêndios, já que é feita nas extensas áreas de pinhal, diretamente logo trazendo uma mais valia que pode reverter a tendência de abandono; implica uma ativação de muitas infraestruturas como caminhos florestais para recolha da resina, e o mais importante intensifica a atividade florestal traduzindo-se isso sobretudo em muitas horas de atividade no pinhal e em pleno Verão, trazendo outra vez pessoas à florest , vigiando quase automaticamente os pinhais resinados e também por acréscimo as áreas florestais envolventes. Poderá, também, abastecer a industria portuguesa com potencial industrial amplamente reconhecido, mas que se queixa de sérias dificuldades na obtenção de matéria prima, que vem de longe (China, Brasil, Indonésia), e é pouco homogénea, o que torna difícil e incerta a encomenda e adaptação industrial para garantir a qualidade homogénea do produto final para vender a clientes muito exigentes. Por último, existem falhas de mercado que estão a falsear os resultados económicos privados desta atividade e assim bloqueiam artificialmente a reactivação da resinagem em Portugal, por isso faz todo o sentido a implementação de medidas urgentes de apoio à resinagem no âmbito de programas como o próximo PDR.
O declínio da área de pinho demonstrado no ultimo inventário florestal, e o elevado risco de incêndio associado ás áreas de pinhal, faz com que, sem um apoio à resinagem seja muito provável que depois de 2020, tenham sobrevivido aos grandes incêndios áreas com pinhal adulto resinável. Pelo contrário, se esse apoio existir a reactivação da resinagem terá um efeito de proteção contra incêndios, não só no pinhal resinado mas também na área envolvente onde se incluem grandes manchas de pinhal jovem de regeneração natural cujo aproveitamento irá ser apoiado pelo PRODER. Estiveram presentes cerca de 50 pessoas, representantes de toda a fileira da resina e pinho (UNAC, ANEFA, das indústrias de 1ª e 2ª transformação, INIAV, diversas Câmaras Municipais e Comunidades Intermunicipais, QUERCUS, e ainda representas de Cooperativa de resineiros de Espanha, o assessor do diretor Geral do Governo Autonómico de Castilla Leon e Centro de investigação CESEFOR) Os próximos passos a dar são os seguintes: o texto, considerando comentários e intervenções recolhidos na reunião, será enviado até ao final da semana a todos os presentes na reunião, que se pronunciarão até à próxima semana quanto à forma de posicionamento. Seja qual for a forma, a Associação Nacional de municípios Portugueses manifestou já o seu apoio para enquadrar esta iniciativa.
Criação de núcleos de Defesa da Floresta Contra Incêndios Em termos territoriais, os NDR corresponderão a uma superfície territorial contínua com as seguintes características ou condições: cerca de 1 500 hectares; mais de 50% da ocupação de solo terá que ser espaço florestal em sentido lato (florestal arbóreo mais incultos); terá que existir no seu interior pelo menos 100 hectares em resinagem, em que equipas de quatro resineiros se comprometem a integrar o sistema municipal DFCI. Estaria previsto um apoio para o proprietário do pinhal, de 150 euros/hectare/ano, para a sua manutenção e um apoio aos resineiros um função duma estimativa das horas que estariam disponíveis para participar em ações de vigilância, vigilância dissuasória, rescaldo apoio ao combate no verão, e na silvicultura preventiva no Inverno. Com a criação de 200 núcleos a nível nacional seria abrangida uma área de 20 mil hectares resinados, 300 mil hectares defendidos, seriam criados 800 postos de trabalho, seria produzido um acréscimo de 10 mil toneladas de resina o que corresponde a mais do que a produção total atual (6 a 7 mil toneladas).
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