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Os dirigentes concelhios do PCP de Vila de Réu reuniram-se para comemorar o aniversário(89 anos) do Partido, aproveitando também a ocasião para comemorar o Dia da Mulher.
Relembre-se que o partido está a desenvolver uma campanha nacional, com distribuição de folhetos, junto da "população para alertar para aquilo que está mal, para identificar e combater as injustiças sociais. A crise não deve ser paga pelos trabalhadores, mas pelos grupos económicos e banqueiros.", disse Aníbal Cabral, da CDU.
Salientou ainda que é preciso criar emprego e o país tem muitas potencialidades que deve ser aproveitadas. Pediu um PCP mais forte. "Contamos com militantes, partido e amigos para travar esta luta contra esta política". Aníbal Cabral disse ainda que o governo, apesar de ter perdido a maioria absoluta, continua empenhado em prosseguir a política que tinha vindo a seguir, que tem o apoio da direita, "como se viu agora na discussão aprovação do Orçamento de Estado". No seu entender, o PS e a Direita continuam a pedir aos trabalhadores mais sacrifícios, para que sejam sempre os mesmos a pagar a factura. "Não há tendência para ir buscar dinheiro onde realmente ele existe, aos offshore, aos grandes económicos e financeiros. São os trabalhadores e o povo que têm que pagar a factura".
O responsável destacou ainda que o PCP tem propostas alternativas, onde os grandes grupos económicos e financeiros possam resolver a questão da crise e do deficit. Defendemos que só o desenvolvimento do sector produtivo, da agricultura, indústria e floresta é que é possível desenvolver o país e o interior.
"A luta dos trabalhadores e das classes mais desfavorecidas da sociedade não terminou"
Já Carlos Almeira referiu que a criação do PCP não foi um acaso, nem fruto de uma decisão arbitrária de alguns iluminados. Foi sim a expressão de uma necessidade histórica da sociedade portuguesa e resultado da evolução do movimento operário português. Nele confluem décadas de sofrimento, de luta de classes, de vitórias e derrotas. "Hoje como ontem, camaradas a luta dos trabalhadores e das classes mais desfavorecidas da sociedade não terminou", frisou, realçando que pelo contrário, agravou-se. E agravou-se com o surgimento do neoliberalismo e da globalização capitalista. A nossa luta é, hoje mais do que ontem, necessária, urgente e inadiável".
Carlos Almeida destacou ainda que esta luta é na opinião de Jorge Cordeiro inseparável de três condições: da apreensão das razões e origens económicas e políticas que explicam a crua realidade das desigualdades, miséria e fome que alastra pela mão do neoliberalismo; da indispensável identificação e unificação na acção do objecto político, em torno do qual se deve alargar e agregar a base social de luta. Por outro lado, é ainda inseparável da afirmação e reforço das organizações e partidos revolucionários e de classe, capazes de dar expressão e força material às ideias e objectivos alternativos ao capitalismo, de protagonizar a luta pela transformação revolucionária das estruturas e do sistema capitalista.
Carlos Almeida leu um poema (Canção dos Novos Escravos) de Urbano Tavares Rodrigues, uma camarada que assim foi homenageado.
Dia da Mulher relembrado
Isabel Alves, deputada na Assembleia de Freguesia da Fundada, numa alusão ao Dia da Mulher, disse que comemorar o Dia Internacional da Mulher é prosseguir rumo a uma igualdade desejada e necessária. "Em Portugal a igualdade entre homens e mulheres está consagrada na Constituição da República. Existem ainda desigualdades objectivas que permanecem no concreto da vida diária, não esquecemos os degraus que fomos subindo ao longo dos anos, muita coisa mudou em relação à situação vivida num passado remoto". Referiu ainda que mudou ainda mais porque já vai fazer 36 anos que aconteceu a revolução de Abril. Daí para cá as mulheres portuguesas viram o seu lugar e a sua cidadania ficar mais perto da meta pretendida no trabalho, na política, no desporto e na vida. Os dirigentes da CDU estiveram à saída da igreja em Vila de Rei, no centro da vila e na Fundada onde distribuíram folhetos.
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