O Presidente da República visita este sábado algumas empresas e instituições da Zona do Pinhal.
O Grupo PINORVAL é constituído por quatro empresas, assumindo cada uma delas uma vocação e fim específico: PINORVAL - INDUSTRIA DE MADEIRAS, S.A, que se dedica à indústria e transformação de madeira de pinho (unidade Industrial de Orvalho) MOVIPINHO, L.DA, que se dedica à fabricação de embalagens de madeira e suportes de embalagens de madeira (vulgo paletes) (Unidades Industriais em Orvalho e Castelo Branco) PINORVAL ESPANHA, S., que se dedica à fabricação de embalagens de madeira e suportes de embalagens de madeira (vulgo paletes) para o mercado Espanhol (Unidade Industrial em Toledo) MAIS FLORESTA, S.A, que faz a gestão florestal (Prestação de Serviços) O Grupo, que ainda hoje mantém cariz familiar e está na terceira geração, nasceu com uma pequena serração de madeiras em Casal da Lapa, Pampilhosa da Serra e surgiu "da necessidade de madeira serrada" para a construção da Barragem de Santa Luzia. Posteriormente consolidou a sua actividade com o desenvolvimento das Minas da Panasqueira e a necessidade de escoras e madeira específicas para esta actividade. Pode, pois, dizer-se que surgiu de uma oportunidade que os seus fundadores viram, que era a necessidade de madeiras de construção (madeiras de cofragem) para a barragem e, depois, consolidou-se, por se ter percebido que o Pinho de toda esta região era um enorme recurso, que estava subaproveitado. A PINORVAL emprega cerca de 95 trabalhadores directos e sustenta ainda cerca de 80 postos de trabalho indirectos. O volume de negócios é de 9 milhões de euros, dos quais 72% correspondem a valor de exportações (maioritariamente para Espanha).
PALSER - Central Termoeléctrica a Biomassa Florestal, Sertã.
O Grupo PALSER, constituído em 1984, integra três empresas, localizadas na Sertã, na Cumeada e em Palmela: ‐ A PALSER - Biotecnologia e Paletes Lda. (unidade a visitar) ‐ A PINHOSER - Indústrias de Madeira da Sertã Lda. ‐ A RECUPSER - Indústria de Recuperação de Paletes Lda. O objectivo anunciado para a construção e exploração deste tipo de Unidade, teve a ver com o seu eventual contributo para a redução dos fogos florestais em Portugal, ao mesmo tempo que produzem energia alternativa. A Central Termoeléctrica a Biomassa Florestal da PALSER resulta da atribuição de capacidade de injecção de potência na Rede do Sistema Eléctrico Público, resultante de concurso internacional Trata-se de uma unidade dimensionada para produzir três mega watts e pertence à rede de 16 centrais postas a concurso pelo Governo. A estimativa da produção anual é de 26.040.000 kWh e corresponde a uma redução de perto de 35 mil toneladas/ano de CO2. Prevê-se o consumo de 32 mil toneladas/ano de biomassa florestal e representa um investimento 11 milhões de euros, totalmente suportado pela PALSER. A energia extraída da queima da biomassa florestal (matos, ramos, bicadas e subprodutos de processamento de madeira, tais como cascas, serrim, pó de madeira, etc.) é usada para produzir vapor a alta pressão, que, por sua vez, irá ser utilizado para turbinar e produzir energia eléctrica para ser lançada na rede nacional. Para além da mais valia energética prevê-se que este investimento se traduza na criação de mais postos de trabalho directos e indirectos, bem como num incentivo à limpeza das florestas e à sua preservação.
CENTRO CIÊNCIA VIVA DA FLORESTA, Proença-a-Nova.
O Centro de Ciência Viva da Floresta, localizado em Proença-a-Nova, foi inaugurado em Julho de 2007. Resulta de uma parceria entre a Ciência Viva - Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e a Câmara Municipal de Proença-a-Nova, que convidaram o Instituto Pedro Nunes (Universidade de Coimbra) a conceber e preparar os conteúdos do Centro. A temática da floresta surge como uma opção natural no Pinhal Interior e, nomeadamente, em Proença-a-Nova, onde 63% da área concelhia é ocupada por floresta. O edifício do Centro tem uma forma peculiar, com uma base circular em representação do corte transversal de um pinheiro e com alas laterais que pretendem recriar os veios concêntricos da árvore. O espaço está concebido para proporcionar actividades simultaneamente lúdicas e pedagógicas, privilegiando a interactividade e a experimentação, com o objectivo de fomentar a sensibilidade e a vocação científica entre as camadas mais jovens da população em geral e da comunidade regional em particular. A exposição permanente do Centro é constituída por três salas temáticas que mostram a floresta sob três perspectivas diferentes como fonte de Bem-estar, como Fonte de Vida e como Fonte de Riqueza. Na primeira sala evidencia-se o contributo da floresta para o equilíbrio ecológico em geral, abordando-se também a temática dos incêndios e do ciclo da água, designadamente na sua relação com a erosão dos solos. Na segunda sala, privilegia-se a floresta como fonte de vida, dando conta de como uma árvore cresce e se reproduz e dos inúmeros organismos que habitam a floresta. O visitante é convidado a entrar no interior de uma "árvore viva" e ajudá-la a fazer o processo de fotossíntese. Fica a mensagem que a preservação da floresta é um dever de todos. A terceira sala aborda a floresta enquanto fonte de riqueza, mostrando como se faz um lápis, como se faz mobília e como existem múltiplas formas de utilizar os materiais da floresta no nosso quotidiano, permitindo ainda conhecer os aromas que caracterizam as diferentes espécies florestais. Para além das exposições permanentes, o Centro possui um auditório, um laboratório e uma mediateca, bem como uma loja e um bar/esplanada, que se debruça sobre um pequeno lago. São regularmente organizadas outras actividades, incluindo Conferências para o público em geral, cursos de formação para seniores (e.g. informática) e ateliers científicos de fim-de-semana para as famílias, sobre os mais variados tópicos (dos "sabonetes da natureza" às "flores de resina"). O espaço aprazível e o dinamismo da equipa de animadores, que concebem sempre novas experiências lúdico-científicas capazes de atrair quer os grupos escolares quer as famílias, fizeram com que, desde a sua inauguração, há pouco mais de dois anos, o Centro já tivesse recebido a visita de cerca de 3 |