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Associação de Caçadores de Oleiros aposta nas montarias
Caça e Pesca
Escrito por Paulo Jorge F. Marques   

A Associação de Caçadores de Oleiros já realizou duas montarias ao javali onde foram cobrados quatro animais.

 

 As caçadas tiveram lugar na freguesia da Madeirã, nos lugares de Vilares e Ribeira do Sabrão. Em ambas as montarias foram avistados dezenas de animais. Na 1ª estiveram presentes 45 caçadores e cerca de 100 cães. Na 2ª marcaram presença 70 caçadores e também 100 cães. Alguns animais foram falhados, outros seguiram em sentido inverso às portas ou passaram mesmo a barragem do Cabril a nado, como conta João Lopes, que integra a associação.

A próxima montaria organizada pela associação realiza-se igualmente na Madeirã, a zona do concelho de Oleiros onde existem mais javalis. Na freguesia vizinha do Sobral há também muitos animais. João Lopes explica que tal deve-se a tratar-se das encostas da Barragem do Cabril, com água no verão, e muito alimento: castanha, azeitona, bolotas e medronhos, não esquecendo que é uma zona desabitada, onde os animais não são perturbados.

As montarias têm atraído muitos caçadores de fora do concelho. Na 1ª montaria realizada na Madeirã estiveram 20 polícias de Lisboa, que são caçadores e que podem regressar. A par da adrenalina da caça, João Lopes diz que muitos vêm também pelo convívio e, claro, por exemplo para degustar uma feijoada de javali.

A associação realiza também as tradicionais largadas de aves, embora este ano nada esteja ainda decidido nesse sentido. Certas são as chamadas batidas às raposas, todos os domingos dos meses de Janeiro e Fevereiro. Estas têm lugar em toda a Zona de Caça Municipal de Oleiros, que integra todo o concelho, com excepção das freguesias de Estreito, Isna, Amieira e Cambas. No total são 24 mil hectares. A realização da batida às raposas tem por objectivo diminuir o efectivo destes animais, predadores implacáveis de coelhos e perdizes. A par das raposas, a zona de rica é também rica em saca-rabos, outro predador. Como explica um dos caçadores da Associação, é um animal que caça em grupo, logo mais eficiente que a raposa. Com vista à sua captura têm sido colocadas as chamadas gaiolas(armadilhas).

A direcção da zona de caça tem procedido ao repovoamento de espécies, nomeadamente coelhos. Só ao não passado foram 3000. As perdizes que sobraram da largada do ano passado também foram lançadas na área. Com vista à sua sobrevivência foi colocado trigo em diversos locais, com vista a servir-lhes de alimentação, pelo menos até se ambientarem melhor ao meio natural, uma vez que vêm dos viveiros.
No entanto, os caçadores procedem também a sementeiras de trigo e aveia, também para servir de alimento a perdizes a até coelhos.

João Lopes, caçador da associação, diz que os repovoamentos com perdizes têm valido a pena, pois o número destas aves tem aumentado muito e até são visíveis quando se circula pela mata. O mesmo se aplica ao coelho bravo.

A caça furtiva também tem sido alvo de controlo. João Lopes diz que há quem use métodos ilegais, tais como laços para caçar javalis e ratoeiras para os coelhos. Mas lamenta que têm apresentado queixa junto do SEPNA da GNR da Sertã, mas nada tem sido feito. Já foi mesmo enviado um ofício àquela entidade.

Refira-se que a associação foi criada em 2001 e a reserva apareceu em 2002. São cerca de 145 os sócios que integram a associação.

 

 
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