Dom 27 Dez |
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A Câmara Municipal de Proença-a-Nova realizou mais uma edição da Feira das Filhós e Coscuréis que decorreu nas traseiras dos novos Paços do Concelho, numa tenda montada para o efeito.
Participaram diversas associações e colectividades do concelho: a Associação Social, Cultural e Desportiva os Amigos dos Galisteus, o Grupo de Danças e Cantares de Montes da Senhora, o Centro Social e Associação Cultural e Recreativa da Vergão, o Centro Social, Desportivo e Cultural do Malhadal, Manuela Simões, a Associação Desportiva e Cultural do Casal da Ribeira e a Associação Recreativa e Cultural de Casais, Vale Porco e Montinho.
A associação faz um balanço positivo da participação neste evento, onde todas as mulheres da terra ajudaram, quer a amassar, fritar ou a tender. "O nosso produto é dos mais cobiçados. No sábado às 9 horas já tínhamos vendido tudo e fomos para casa", realça uma das mulheres, que destaca que houve muitos clientes que ficaram fiéis desde a edição do ano passado. E estes fizeram muitas encomendas. O Centro Social e Associação Cultural e Recreativa da Vergão trouxe uma receita de filhós típica da localidade, que fez sucesso e disparou as vendas. Outra aposta foi os coscuréis. Como explica uma das mulheres este é um doce típico das freguesias da Sertã que confinam com a zona do Vergão. Ora, por influência, sempre se confeccionou os coscuréis. Já antigamente era usual em todos os casamentos. Aliás, naquela localidade quase toda a gente sabe preparar tal doce. As vendas também foram elevadas. Às 7h30 de sábado já tinham vendido quase tudo. Refira-se que esta associação, que no fundo são duas: Centro Social e Associação Cultural e Recreativa repartem entre si os lucros. No stand do Vergão estavam ainda expostas toalhas de rosto em linho típicas, bem como fotografias da localidade. Presente esteve também a Associação Recreativa e Cultural de Casais, Vale Porco e Montinho. As filhós seguem uma receita típica dos Casais. Não faltaram também os licores e a aguardente. O Centro Social, Desportivo e Cultural do Malhadal trouxe as filhós de forma e as tradicionais filhós e coscuréis. Para barrar os doces havia canela, mel e açúcar e ainda a oferta de vinho do Porto, medronho e macieira. Manuela Simões esteve presente a título individual, com um stand onde não faltaram as deliciosas filhós e coscuréis. A massa das filhós foi tendida no local, mas amassada em casa. Os coscuréis, esses já vinham prontinhos de casa. No sábado as vendas foram elevadas. Manuela tem também produção própria de jeropiga, amêndoa amarga e outros produtos, confeccionados seguindo processos antigos, o que lhes confere mais qualidade. Por exemplo o licor é bom e suave. Quem quis pôde provar e acompanhar com as filhós. Participou pela 1ª vez na feira e a satisfação não podia ser maior. |
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