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19

Dez

Zona de Intervenção Florestal no Roqueiro
Ambiente
Escrito por Paulo Jorge F. Marques   

A Associação de Produtores Florestais de Alvelos e Moradal, em Oleiros, promoveu uma reunião com os proprietários florestais, na localidade de Roqueiro, com vista à instalação de uma Zona de Intervenção Florestal(ZIF).

 

A proposta para a ZIF tem um limite de 1800 hectares. Na ocasião foram também reunidas diversas assinaturas com vista à criação do núcleo fundador da ZIF. Os proprietários que integram esse núcleo devem possuir 5 por cento do total da área da ZIF.
Registou-se bastante adesão da população, que se mostrou interessada e colocou diversas questões. Os técnicos da APFAM tiraram algumas dúvidas e explicaram todo o processo de constituição da zif; o que fazer para aderir; quais os elementos necessários; vantagens em aderir; o que é uma ZIF e quais os seus objectivos. Foi também abordada a questão o Plano de defesa contra incêndios florestais. Nessa reunião foi também eleito um representante do núcleo fundador( Foi eleito por unanimidade Joaquim Pedroso do Roqueiro), procedeu-se também à eleição desse núcleo.

No início do próximo ano a APFAM vai apresentar candidaturas ao Fundo Florestal Permanente para apoios para a constituição da ZIF do Roqueiro. Há que fazer medições GPS, contactos e elaborar o Plano de Gestão Florestal, o que comporta despesas.

 

A ZIF de Álvaro está em fase adiantada, já foi para requerimento e aguarda-se agora a resposta do Ministro para sair em Diário da República, ou seja, está na fase final antes de ser constituída e se começar a trabalhar no terreno.
Esta zif tem uma área de 1938,80 hectares. O núcleo fundador também já ultrapassa os 5 por cento.

Já a ZIF da Madeirã vai para audiência final até final do ano ou em início da Janeiro. Está neste momento em consulta pública em vários locais, nomeadamente Junta da Madeirã, Pedrógão Pequeno, Sobral e Câmaras de Oleiros e Sertã. É que esta ZIF, que abrange terrenos do concelho da Sertã, freguesia de Pedrógão Pequeno, tem uma área de 3184 hectares. O núcleo fundador já ultrapassa os cinco por cento da área total. Numa grande parte desta área já foram feitos os levantamentos com GPS.


A técnica da APFAM Isabel Figueiredo salienta que há todas as vantagens em criar as zifs. Qem estiver numa zona zif, mas não aderir a esta, tem que ter um plano de gestão florestal aprovado pela Autoridade Florestal Nacional. E destaca ainda que as zifs pretendem ser autosustentáveis, ou seja, podem ser explorados produtos que não só a madeira, mas o mel, biomassa e a caça. Por outro lado, os produtos será certificados, como pode acontecer com a madeira. Cada zif terá também o seu Plano de Gestão Florestal e defesas contra incêndios com a construção de barragens e beneficiação ou criação da rede viária. Assim, são muitas as vantagens de aderir às zifs.

 
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