Qua 11 Nov |
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Ccontou com a participação de dois grandes nomes, quando se trata de crianças e dos seus direitos, o Dr. José Peixoto, do Hospital Pediátrico de Coimbra e o Dr. Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova mostrou a sua satisfação em ver uma sala repleta de pessoas para ouvir e falar de uma temática tão importante como a que estava em discussão "esta é a prova de que vale a pena organizar este tipo de iniciativa. É também uma honra receber tão ilustres convidados e é hoje o dia e o local certo para reconhecer publicamente o excelente trabalho que o CPCJ de Proença-a-Nova tem desenvolvido. É um orgulho muito grande e a todos os que pertencem a esta Comissão só posso dizer que tem sido um privilégio trabalhar convosco", referiu João Paulo Catarino. Ana Bela Lopes, Presidente do CPCJ de Proença-a-Nova, deu a conhecer um pouco do trabalho desenvolvido por esta Comissão, que, segundo a lei, são instituições oficiais não judiciárias, com autonomia funcional, que visam promover os direitos das crianças e jovens e prevenir ou pôr termo a situações que possam afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral. "Estas Comissões vão mais além que esta definição e são compostas por pessoas, com os seus defeitos e virtudes, que no terreno abordam, interagem com dificuldades e com os sentimentos das crianças e dos jovens" afirmou. Laura Santos, membro da equipa técnica da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco, mostrou a sua disponibilidade em colaborar com as Comissões desta região, garantido todo o apoio. José Carlos Peixoto, especialista em Pediatria Médica pela Ordem do Médicos e pelo Hospital Pediátrico de Coimbra baseou a sua intervenção na temática "Como se podem prevenir os grandes problemas da adolescência?" Para José Peixoto "as mensagens chaves, na idade certa, podem influenciar o futuro da sociedade e podem prevenir as crianças, pelas quais nós todos estamos aqui, as crianças que de uma forma ou de outra são problemáticas", afirmou o Médico. Acrescentou ainda que "estas crianças são, muitas vezes, resultado de famílias com problemas estruturais, quer sociais, quer económicos, etc., mas muitas delas também, são o resultado da não aplicação das mensagens chave na idade certa". Laborinho Lúcio explanou, de uma maneira singular, alguns dos direitos fundamentais da criança fazendo uma clara distinção entre os direitos de "Ser" criança e os direitos relacionados com o desenvolvimento da criança, "a criança é muito mais do que o adulto de amanhã, a criança, é, pelo simples facto de ter nascido, um ser autónomo e completo. Quando dizemos que o melhor do mundo são as crianças temos de aceitar um desafio. Por elas serem realmente o melhor do mundo, temos de pôr na boca das crianças que o melhor do mundo são os adultos e depois, nós adultos, todos os dias, demonstrar-mos que elas quando dizem isso, têm razão", afirmou.
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