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27

Out

castanheiro regressa à zona do pinhal

Escrito por P.M.   

castanhaAinda antes do pinheiro bravo ter invadido os montes e vales, a vegetação autóctone da zona do Pinhal era constituída essencialmente por castanheiros, dos quais ainda restam alguns exemplares um pouco por todo o Pinhal. Há hoje quem volte a apostar naquela folhosa.

 


Miguel Castanheira, do Troviscal, Sertã, , apostou na plantação de castanheiros, numa encosta junto ao Parque Eólico do Figueiredo. As terras férteis, viradas para norte, tem feito medrar as 900 árvores que, com apenas sete anos já produzem, em anos bons, cerca de mil quilos de castanhas. Este ano as condições atmosféricas não proporcionaram uma boa produção. A ausência de chuva, em Agosto, numa altura crucial. Os ouriços são pequenos e muitos não têm qualquer castanha no interior.


O produtor usou os métodos adequados na plantação, que recolheu junto de engenheiros florestais e o resultado está à vista. Enquanto nos campos vizinhos algumas árvores estão a morrer, as suas medram desmesuradamente. O segredo parece ter sido abrir uma cova funda, colocar adubo específico, sem químicos nocivos, efectuar rega só no primeiro ano, a escolha de um terreno virado a norte, a colocação de estrume, a escolha de solos adequados e lavrar só nos primeiros anos. A plantação representou um investimento total de 35 mil euros. Castanheira apresentou uma candidatura no valor de 20 mil euros aos fundos comunitários, tendo sido apoiado em cerca de 10 mil euros.


"Gosto muito desta árvore, outrora muito abundante", revela Miguel Castanheira, que plantou castanheiros indicados também para a produção de madeira, pois crescem bem na vertical e em altura. Se futuramente não encontrar quem apanhe as castanhas ou estas tiverem pouca procura, revela que poderá negociar a venda madeira, que atinge preços altíssimos.
Por agora, a castanha parece ser do agrado de muita gente e até da bicharada. Os javalis acorrem ao local durante a noite e Miguel Castanheira conta que 50 por cento da produção é consumida por eles.


O que resta tem sido escoado para diversos armazéns na Sertã, onde a castanha tem sido muito apreciada.
Marco Santo, engenheiro florestal da Aproflora, destaca que apostar no castanheiro revela-se uma boa opção, em substituição do pinheiro bravo consumido quase na totalidade pelos incêndios de 2003.

 
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