Ter 29 Set |
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A Câmara Municipal de Proença-a-Nova assinou protocolos com as empresas Derovo 2 S.A., Outsystems S.A, bem como o contrato de financiamento entre a empresa Derovo 2 S.A. e o IFAP, Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesca, e ainda o contrato de arrendamento entre o PEPA- Parque Empresarial de Proença-a-Nova e a Linha Ambiente S.A(projecto ligado ao aproveitamento da floresta), Ambienti Interni Lda e V.S.A Tecnologias ambientais S.A que decorreu no Auditório Municipal.
Foi assinado o memorando de entendimento entre a Derovo 2 e o Município de Proença. Esta empresa pretende instalar no município uma unidade agro-industrial de produção, classificação e pasteurização de ovos e unidade de produção energética, com um investimento total previsto de 26 milhões de euros e a criação de 70 postos de trabalho. Terá uma zona de implementação de 40 hectares a não irá provocar impactos ambientais. A Derovo tem outro projecto nesta região, que será assinado brevemente. Nas duas operações a empresa vai criar mais de 120 postos de trabalho. Nos dois projectos o investimento é de 30 milhões e 690 mil euros. O valor do apoio é de 9 milhões 903 mil euros. Outsystems aposta nas tecnologias de informação Um outro protocolo foi assinado com a empresa Outsystems S.A. Esta está consolidada no mercado, desenvolvendo a sua actividade no ramo das tecnologias de informação, tendo como clientes empresas de energia fora de Portugal, bem como prestação de serviços. Pretende desenvolver parte das suas actividades comerciais a partir do concelho de Proença-a-Nova, ponderando também a criação de uma nova sociedade comercial a instalar no concelho. As instalações onde funcionava o Gabinete Técnico da Câmara Municipal vão ficar desactivadas, de modo que uma extensão da Outsystems vai instalar-se ali, com a criação de novos postos de trabalho. As instalações continuam posse da Câmara. A empresa compromete-se a que pelos menos sete funcionários fiquem a trabalhar em regime de permanência.
Ambienti Interni A empresa Ambienti Interni, que elabora projectos de interiores, mobiliário e design de interiores, vai instalar-se na Ex-Sotima, num pavilhão com mil metros quadrados. As obras já arrancaram e a empresa pretende mudar-se para no início do ano. Vai criar seis postos de trabalho numa primeira fase. A empresa labora em todo o país e até tem trabalhos em Espanha.
Grupo Lena em força em Proença
Leitão Amaro, em representação da Derovo, falou de todo o processo que levou à instalação do projecto, que teve um apoio instantâneo total por parte do ministério da Agricultura. O PRODER concedeu também grande apoio a este projecto. "Começámos a procurar o local para o instalar. Contactámos diversas câmaras. Passámos um dia por Proença e falámos com o presidente da Câmara. Desde essa altura ele nunca mais perdeu o controle da situação", contou. Para Catarino o emprego é uma prioridade O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, realçou que o poder local tem hoje um novo paradigma, uma vez que as grandes de das infra-estruturas estão construídas. "Fomos eleitos para responder às necessidades das pessoas. E a necessidade é sem dúvida nenhuma o emprego", realçou. O autarca destacou ainda que "sabíamos desde o início a importância que tinha para o concelho a criação de emprego e a criação de condições para que as pessoas se pudessem aqui fixar", acrescentando que quando chegaram à Câmara há quatro anos tinham uma zona industrial óptima, mas não havia sequer um lote para quem se quisesse instalar. Ou iniciava-se o processo de ampliação ou criava-se uma nova zona industrial, tendo consciência que a aquisição de terrenos, o projecto, os planos de pormenor, o licenciamento, a instalação das infra-estruturas e a procura do financiamento leva de oito a 10 anos. "Se tudo corresse bem pode ser que o conseguíssemos fazer em oito. Significa que neste e no próximo mandato não tínhamos um lote industrial para oferecer a quem quer que fosse", frisou, destacando que havia a questão da Sotima, "mas muitos me disseram para não ir por aí, pois o caso estava em tribunal. Nem daqui a 10 ou 15 anos se resolvia. Mas avançámos, não foi fácil, foi necessário convencer a comissão de credores". João Paulo Catarino destaca ainda que "em menos de dois anos adquirimos a Sotima, não sozinhos, pois era um projecto demasiado ambicioso para Câmara. Procurámos um parceiro estratégico-o Grupo Lena, que tem uma cultura da região centro. Aceitaram o desafio e estão connosco a construir um projecto muito bonito para o concelho". Catarino fez depois uma pequena apresentação das empresas que se vão instalar. Disse que em relação à Outsytems desde a primeira sentiram que podiam construir um projecto bonito com eles. "Já foram estabelecidas parcerias com a Escola Superior de Tecnologias que está já a trabalhar com esta empresa. Abrimos as portas à UBI, Politécnicos de Castelo Branco e de Tomar. É uma empresa importantíssima para a região". No caso da Derovo salientou que é um grande investimento para o concelho, região e país. É uma empresa que pela sua inovação e pioneirismo é um exemplo. São hoje líderes ibéricos nos ovoprodutos. É formada por várias dezenas de produtores avícolas do país que um dia se juntaram para fazer uma grande empresa e são hoje líderes ibéricos", informou.
A presidente do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas(IFAP), Ana Paulino, realçou que a gestão dos fundos públicos deve ter muito rigor. O Director Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Rui Moreira, referiu o excelente trabalho levado a cabo pelo autarca João Paulo Catarino na captação destes investimento. Informou ainda que no período de 2005 a Agosto de 2009 o concelho investiu em 295 projectos que foram apoiados pelo AGRI, AGROS, AIBT, RURIS e outros programas, com um total de cinco milhões e meio de investimento. A gestora do Programa PRODER, Gabriela Ventura, salientou que têm vindo ultimamente a desenvolver um esforço muito grande para tornar o PRODER cada vez mais flexível, simples e acessível. "Nos últimos dois meses fizemos esforços no sentido da simplificação e da acessibilidade do PRODER, para o tornar cada vez mais o tal factor de desenvolvimento económico e social". |
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