Primeira Página Jornal Economia e Negócios Empreas instalam-se em Proença-a-Nova
 
Cialis 10mg

Ter

29

Set

Empreas instalam-se em Proença-a-Nova

Escrito por P.M.   
derovoA Câmara Municipal de Proença-a-Nova assinou protocolos com as empresas Derovo 2 S.A., Outsystems S.A, bem como o contrato de financiamento entre a empresa Derovo 2 S.A. e o IFAP, Instituto de Financiamento da Agricultura e Pesca, e ainda o contrato de arrendamento entre o PEPA- Parque Empresarial de Proença-a-Nova e a Linha Ambiente S.A(projecto ligado ao aproveitamento da floresta), Ambienti Interni Lda e V.S.A Tecnologias ambientais S.A que decorreu no Auditório Municipal.

Foi assinado o memorando de entendimento entre a Derovo 2 e o Município de Proença. Esta empresa pretende instalar no município uma unidade agro-industrial de produção, classificação e pasteurização de ovos e unidade de produção energética, com um investimento total previsto de 26 milhões de euros e a criação de 70 postos de trabalho. Terá uma zona de implementação de 40 hectares a não irá provocar impactos ambientais.
O Município de Proença reconhece que, pelo volume de investimento e pela criação de elevado número de postos de trabalho, é de elevado interesse, com benefícios de ordem económica e social.
O município compromete-se a face ao projecto de investimento e em articulação com a empresa, colaborar com as empresas legalmente competentes em todas as fases de aprovação do projecto; ceder à empresa duas áreas em vale das Quelhas e Vale Longo de aproximadamente 40 hectares com o preço de 25 cêntimos o metro quadrado; proceder à instalação das infra-estruturas de electricidade e abastecimento de água até ao perímetro exterior da unidade; promover a pavimentação dos acessos e a terraplanagem necessária à instalação do complexo industrial.
A empresa fica obrigada a criar pelo 70 postos de trabalho no prazo de três anos; recrutar postos de trabalho dando preferência na medida do possível à mão-de-obra local; mudar a sede da empresa para Proença no prazo de seis meses a partir da assinatura do memorando e adquirir 15 hectares de terreno em vale das Quelhas.
O prazo para iniciar a construção será de um ano após aprovação do licenciamento do impacto ambiental, cujo processo iniciar -se -à de imediato. O período para início da laboração será de três anos a partir da data de assinatura do memorando.
O município compromete-se a conceder à empresa os benefícios fiscais cuja concessão dele dependam.

A Derovo tem outro projecto nesta região, que será assinado brevemente. Nas duas operações a empresa vai criar mais de 120 postos de trabalho. Nos dois projectos o investimento é de 30 milhões e 690 mil euros. O valor do apoio é de 9 milhões 903 mil euros.

Outsystems aposta nas tecnologias de informação

Um outro protocolo foi assinado com a empresa Outsystems S.A. Esta está consolidada no mercado, desenvolvendo a sua actividade no ramo das tecnologias de informação, tendo como clientes empresas de energia fora de Portugal, bem como prestação de serviços. Pretende desenvolver parte das suas actividades comerciais a partir do concelho de Proença-a-Nova, ponderando também a criação de uma nova sociedade comercial a instalar no concelho. As instalações onde funcionava o Gabinete Técnico da Câmara Municipal vão ficar desactivadas, de modo que uma extensão da Outsystems vai instalar-se ali, com a criação de novos postos de trabalho. As instalações continuam posse da Câmara. A empresa compromete-se a que pelos menos sete funcionários fiquem a trabalhar em regime de permanência.
Em representação da empresa, Rui Pereira, disse que esta elabora software para outras empresas para Portugal e estrangeiro. Esta sedeada em Lisboa. Ocupa cerca de 120 engenheiros informáticos. "Mas a certa altura precisávamos de descobrir um local que nos pudesse proporcionar uma estrutura de custos mais interessante, próxima de pólos de conhecimento", disse. Decidiram-se assim por Proença, onde pesaram as condições oferecidas pelo Município e a celeridade com que o processo foi tratado.
Em menos de um mês contrataram sete pessoas que já estão ao serviço em Proença, onde funcionava o Gabinete Técnico da Câmara que agora mudou para os novos Paços do Concelho.

 

Ambienti Interni

A empresa Ambienti Interni, que elabora projectos de interiores, mobiliário e design de interiores, vai instalar-se na Ex-Sotima, num pavilhão com mil metros quadrados. As obras já arrancaram e a empresa pretende mudar-se para no início do ano. Vai criar seis postos de trabalho numa primeira fase. A empresa labora em todo o país e até tem trabalhos em Espanha.

 

Grupo Lena em força em Proença

derovo_sEm representação do grupo Lena, António Barroca, referiu que este projecto, que levou à aquisição da maior parte das instalações da ex-Sotima e a que se associaram, é inovador e potenciador de desenvolvimento na região e no país. Permite desenvolver um conjunto de actividades empresarias, através de empresas ligadas à componente ambiental e ao aproveitamento industrial, agro-florestal e energético, mas também a valorização em termos de captação de recursos humanos para esta região.
Prometeu a dinamização do pólo da Sotima, realçando "que a partir daqui a responsabilidade é cada vez mais nossa em conseguirmos levar para a frente este e outros projectos que temos em carteira".

Leitão Amaro, em representação da Derovo, falou de todo o processo que levou à instalação do projecto, que teve um apoio instantâneo total por parte do ministério da Agricultura. O PRODER concedeu também grande apoio a este projecto. "Começámos a procurar o local para o instalar. Contactámos diversas câmaras. Passámos um dia por Proença e falámos com o presidente da Câmara. Desde essa altura ele nunca mais perdeu o controle da situação", contou.

Para Catarino o emprego é uma prioridade

O presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, realçou que o poder local tem hoje um novo paradigma, uma vez que as grandes de das infra-estruturas estão construídas. "Fomos eleitos para responder às necessidades das pessoas. E a necessidade é sem dúvida nenhuma o emprego", realçou.

O autarca destacou ainda que "sabíamos desde o início a importância que tinha para o concelho a criação de emprego e a criação de condições para que as pessoas se pudessem aqui fixar", acrescentando que quando chegaram à Câmara há quatro anos tinham uma zona industrial óptima, mas não havia sequer um lote para quem se quisesse instalar. Ou iniciava-se o processo de ampliação ou criava-se  uma nova zona industrial, tendo consciência que a aquisição de terrenos, o projecto, os planos de pormenor, o licenciamento, a instalação das infra-estruturas e a procura do financiamento leva de oito a 10 anos. "Se tudo corresse bem pode ser que o conseguíssemos fazer em oito. Significa que neste e no próximo mandato não tínhamos um lote industrial para oferecer a quem quer que fosse", frisou, destacando que havia a questão da Sotima, "mas muitos me disseram para não ir por aí, pois o caso estava em tribunal. Nem daqui a 10 ou 15 anos se resolvia. Mas avançámos, não foi fácil, foi necessário convencer a comissão de credores".

João Paulo Catarino destaca ainda que "em menos de dois anos adquirimos a Sotima, não sozinhos, pois era um projecto demasiado ambicioso para Câmara. Procurámos um parceiro estratégico-o Grupo Lena, que tem uma cultura da região centro. Aceitaram o desafio e estão connosco a construir um projecto muito bonito para o concelho".

Catarino fez depois uma pequena apresentação das empresas que se vão instalar. Disse que em relação à Outsytems desde a primeira sentiram que podiam construir um projecto bonito com eles. "Já foram estabelecidas parcerias com a Escola Superior de Tecnologias que está já a trabalhar com esta empresa. Abrimos as portas à UBI, Politécnicos de Castelo Branco e de Tomar. É uma empresa importantíssima para a região".

No caso da Derovo salientou que é um grande investimento para o concelho, região e país. É uma empresa que pela sua inovação e pioneirismo é um exemplo. São hoje líderes ibéricos nos ovoprodutos. É formada por várias dezenas de produtores avícolas do país que um dia se juntaram para fazer uma grande empresa e são hoje líderes ibéricos", informou.


Sobre o grupo Lena referiu que é o proprietário maioritário do espaço Sotima, com 75 por cento. "É o grupo de quem esperamos mais no futuro, pois por onde têm passado têm criado riqueza e valor. Trabalham com rigor e honestidade. A partir de hoje demos um passo para um futuro completamente diferente daquele que tivemos".

A presidente do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas(IFAP), Ana Paulino, realçou que a gestão dos fundos públicos deve ter muito rigor.
Informou ainda que no âmbito dos programas de desenvolvimento rural já foram emitidos cerca de 980 contratos que envolvem um montante investimento de 570 milhões de euros, com 308 milhões de ajudas.

O Director Regional da Agricultura e Pescas do Centro, Rui Moreira, referiu o excelente trabalho levado a cabo pelo autarca João Paulo Catarino na captação destes investimento. Informou ainda que no período de 2005 a Agosto de 2009 o concelho investiu em 295 projectos que foram apoiados pelo AGRI, AGROS, AIBT, RURIS e outros programas, com um total de cinco milhões e meio de investimento.

A gestora do Programa PRODER, Gabriela Ventura, salientou que têm vindo ultimamente a desenvolver um esforço muito grande para tornar o PRODER cada vez mais flexível, simples e acessível. "Nos últimos dois meses fizemos esforços no sentido da simplificação e da acessibilidade do PRODER, para o tornar cada vez mais o tal factor de desenvolvimento económico e social".

 
Tem de se autenticar (ou registar-se, se ainda não possui uma conta) para poder adicionar comentários a este artigo.
buy software
| Mais