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Ter

11

Ago

Feira do Pinhal recebeu mais de 200 expositores
Economia e Negócios
Escrito por Paulo Jorge F. Marques   

josé miguel medeiros O secretário de Estado da Protecção civil, José Miguel Medeiros, presidiu à abertura da Feira do Pinhal, um certame que atraiu largas dezenas de milhar de visitantes, e representa um marco na afirmação de todo aquele território e concentra todo o Pinhal num só recinto. O certame contou com 211 expositores, tanto nacionais como estrangeiros oriundos de vários pontos do globo. Destes, 67 participam pela primeira vez, naquela que entendida como uma oportunidade para todos. Em lista de espera, por falta de espaço na feira, estiveram 30 representações.

O presidente da Câmara Municipal de Oleiros, José Marques, reiterou o desejo que esta feira temática venha dinamizar toda uma série de fileiras e que se continue a afirmar como um certame apinhado de oportunidades.

José Marques disse que o certame, que contabiliza quase uma década de existência, é legitimamente um marco na afirmação de todo o território do Pinhal. "Com a realização da Feira estamos a privilegiar esta região e toda a sua riqueza endógena", afirmou, manifestando que o Pinhal Interior possui inúmeros recursos que podem abrir verdadeiras janelas de oportunidades, refira-se o caso da madeira de pinho verde, a qual foi considerada por um estudo de referência a melhor da Europa. No seu entender, a fileira florestal tem marcado a identidade do concelho e deverá continuar a ser vista como estratégica.

"É com natural satisfação que Oleiros vê aqui representada a sua região, assumindo-se durante estes dias como a capital do Pinhal. Esta é uma responsabilidade, mas também um desafio e um compromisso", referiu ainda, acrescentando que "entendemos que só com a cooperação entre os vários concelhos conseguiremos alavancar a sempre necessária competitividade da região e lutar pela correcção das assimetrias territoriais".
Para o autarca, só assim se constrói um território mais coeso, mais produtivo e mais sustentado.

José Marques reforçou a sua preocupação com o eventual encerramentos do SAP de Oleiros. "Estão em causa as pessoas. A alternativa que nos é apresentada não fornece uma resposta eficiente, no sentido de proteger e socorrer célere e dignamente as pessoas", salientou, alertando também que o concelho debate-se com outro problema fundamental: as suas acessibilidades. "Já para não falar do desenvolvimento sócio-económico que em tanto depende da resolução deste problema".

E explicou que Oleiros necessita de melhores acessos, que permitam não só a segurança rodoviária das pessoas, como também o eficaz socorro das populações. Disse que a construção da nova via entre a Sertã e Oleiros, integrando a futura via Tomar-Fundão parece que será uma justa realidade. No entanto, lembrou que falta ainda a construção de um novo traçado entre Castelo Branco e Oleiros. "Esta via representa uma grande necessidade para todos os oleirenses e uma questão de respeito para com esta população. O actual traçado não responde aos requisitos mínimos de uma digna e eficiente mobilidade entre os dois concelhos: Oleiros e Castelo Branco, duplicando a distância e o tempo de duração do percurso, ao mesmo tempo que compromete a segurança rodoviária e representa um desgaste desnecessário para as pessoas e bens", frisou.

"Consciente da vulnerabilidade deste concelho devido à sua localização, características do terreno e ocupação do solo, este município tem mostrado múltiplos esforços para garantir o desencadeamento das operações de protecção civil, no sentido de evitar ou minimizar as consequências adversas que um acidente grave ou catástrofe possam causar em termos humanos, naturais e económicos", ressaltou ainda, informando que em conformidade com esta preocupação e com a legislação em vigor foi criada a Comissão Municipal de Protecção Civil que irá dar cumprimento ao Plano Municipal de Protecção Civil de Oleiros, o qual se encontra em fase final de elaboração e que irá garantir uma eficaz articulação entre as diferentes entidades intervenientes no processo.

Para tal, disse que encontra-se já em funcionamento uma Equipa de Intervenção Permanente sedeada no quartel dos Bombeiros Voluntários de Oleiros, constituída por cinco elementos, apoiada por este município e pela Autoridade Nacional de Protecção Civil. Esta equipa está a funcionar com uma viatura pertence àquela associação de bombeiros. Viatura esta que afirmou não estar adaptada a todas as possíveis intervenções de protecção civil como por exemplo fogos urbanos, cheias, quedas de árvores, neve e outros.

José Marques, diz que no campo dos incêndios florestais têm assistido a uma boa gestão de meios e estratégias que pretendem o ataque sério às ocorrências, evitando a sua evolução para grandes incêndios. Referiu também as acções de silvicultura preventiva que pretendem criar faixas de descontinuidade do combustível vegetal, como é o caso da instalação da rede primária que já teve início no primeiro semestre deste ano e que constituirá uma eficaz infra-estrutura de combate aos incêndios.

No entanto, avisa que este esforço ficará comprometido sem o devido apoio de todos: Estado, autarquias e particulares, para que assim possam fazer uma boa gestão florestal, limpando os seus terrenos para criar descontinuidades de combustível vegetal, complementando assim uma rede de infra-estruturas de defesa da floresta contra incêndios mais abrangente.

O secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, disse que registou as preocupações manifestadas por José Marques e enquanto membro do governo vai transmiti-las a quem de direito.

O governante lembrou ainda que hoje uma autarquia é uma verdadeira agência de desenvolvimento do seu território, uma vez que encontram clientes para os produtos que o seu território pode produzir.

Medeiros referiu-se depois às acessibilidades, manifestando que as redes de estradas são investimentos importantes, pois para haver desenvolvimento tem que haver acessibilidades. Assim, haverá rapidez a chegar aos mercados, sendo também um território atractivo para os jovens, que por via das acessibilidades podem ter acesso às mesmas oportunidades.

Na questão da saúde sublinhou que está em marcha uma reforma. "Nenhum governante quer prejudicar". Na questão do SAP disse esperar que a solução encontrada venha ao encontro dos habitantes de Oleiros.

Pontos altos do certame

Como pontos altos do certame refira-se a realização do colóquio "Valorização da Madeira de Pinheiro Bravo", o qual pretende valorizar e desenvolver novas soluções para a madeira de pinho bravo do Pinhal Interior Sul. A gastronomia regional também ali se exibiu. Os Sabores do Pinhal estiveram novamente em destaque, não só no recinto destinado à restauração, mas também pelos vários stands. O património musical possuiu também um espaço próprio com a realização da 5.ª Mostra das Actividades Musicais. Durante estes dias, passaram pelo recinto da feira: ranchos folclóricos, filarmónica, escolas de dança, grupos de cantares e acordeonistas do concelho. As actividades desportivas e de lazer também não foram esquecidas, com a realização do 2.º Campeonato de Paintball do Pinhal (no dia 8) e com a ocorrência de iniciativas de animação infantil. A nível musical actuou André Sardet, Santos e Pecadores, Deolinda e Jorge Palma. A Pirotecnia Oleirense apresentou um dos mais inovadores espectáculos de teatro circense do Mundo, em parceria com a companhia italiana Kitonb. Para além deste mega espectáculo, a Pirotecnia Oleirense apresentou, nessa mesma noite e em plena Praia Fluvial de Açude Pinto, uma co-produção com a Custom Circus.

 
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