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Jul

Colóquio "Valorização da Madeira de Pinheiro Bravo".
Cultura
Escrito por Paulo Jorge F. Marques   
Pinheiro BravoInserido no âmbito da 9.ª Feira do Pinhal, vai ter lugar em Oleiros, no dia 7, o colóquio "Valorização da Madeira de Pinheiro Bravo". Esta sessão, organizada pela Câmara Municipal de Oleiros e pela Associação Pinhal Maior, terá lugar pelas 17 horas, no auditório da Casa da Cultura.

Nesta sessão irá ser apresentado um projecto que visa a valorização dos recursos florestais através da obtenção de um novo produto estrutural, como é o caso dos elementos de pinho bravo com secção circular. Depois de abordar as questões relacionadas com as aplicações estruturais desta madeira, serão também reveladas novas soluções construtivas, através do desenvolvimento do projecto e da aplicação de tecnologia em estruturas piloto. No final, serão focadas as perspectivas futuras deste projecto e a sua margem de progressão. Os temas serão apresentados por especialistas do LNEC, do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e da Colorado State University (EUA).

Segundo os especialistas, "esta é uma matéria-prima que pode ser interessante e ter desempenhos mecânicos muito agradáveis". O estudo tem a mais-valia de "aproveitar um recurso natural, introduzir-lhe conhecimento e diferenciá-lo, permitindo não só a sua valorização económica, como também a melhoria da imagem de uma grande riqueza da Zona do Pinhal".

Oleiros "Ao encontro de outra arte"

O Posto de Turismo de Oleiros prepara-se para receber mais uma exposição, durante o mês de Agosto. A mostra, intitulada "Ao Encontro de Outra Arte", exibe trabalhos em "azulejo alicatado" da autoria de José Freire. Esta forma de trabalhar o azulejo com alicate foi desenvolvida e implementada pelos Mouros na Península Ibérica e esteve em voga durante os séculos XVI e XVII. Este tipo de azulejaria, trabalhado com minúcia e que na sua constituição é bastante semelhante ao trabalho com mosaicos, era aplicada em painéis, pavimentos e tectos de palácios e em murais de igrejas, conventos e outros locais nobres.

Apesar de há muito se ter deixado de utilizar esta técnica, pela morosidade da sua execução, o autor está empenhado em recriar e divulgar esta genuína forma de trabalhar o azulejo que em muito marcou o panorama ancestral das artes decorativas portuguesas. Natural do Fundão, José Freire tem percorrido vários pontos da Europa, preocupando-se sempre por conhecer as técnicas e obras dos grandes mestres deste tipo de arte. Este autor desenvolve a sua actividade artística em Azeitão, contando com várias exposições no país

 
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