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Centro de Interpretação de arte Rupestre do Tejo

Escrito por P.M.   

26_06_2009_feiravilavelhaO Geopark Naturtejo da Meseta Meridional: Educação e Geoturismo em Ródão; Carta Arqueológica de Vila Velha de Ródão; Percursos e Centros de Interpretação; Projecto Vamba-Intervenção no Monumento Nacional Castelo de Ródão/Capela da Senhora do Castelo; Projecto Linha das Talhadas e o Projecto Auri Tagus, foram alguns  dos temas tratados no Colóquio  “Arqueologia e Geologia em Ródão”, que aconteceu durante a Feira de Actividades Económicas.

Na comunicação mais aguardada, António Martinho Baptista, falou do futuro Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Tejo, em que o projecto de arquitectura e a maqueta estão prontos. Logo que possível o projecto será apresentado. O responsável frisou que no Tejo estão submersos 5 mil anos de arte rupestre. Isto justifica a criação de um grande Centro de Interpretação. “Vamos fazer um Centro que traga ao conhecimento do país o que está debaixo de água”, destacou, defendendo que a arte rupestre não é estudável nem visitável debaixo de água. “O Tejo entrou no imaginário nacional através da arte rupestre. Não podemos mantê-la debaixo de água”, frisou.

Defendeu ainda que o museu terá que funcionar em rede com o do Côa(que nascerá brevemente), uma vez que os dois rios têm o maior arquivo do nosso imaginário pré-histórico.

Nuno Coelho, da empresa Incentivos Outdoor fez a apresentação do Caminho de Xisto da Foz do Cobrão, bem como do percurso pedestre “Voo do Grifo”. Referiu que desta forma consegue-se encaminhar pessoas para a visita ao território, o que é um factor de desenvolvimento. O “Voo do Grifo” passa nos locais mais simbólicos que a região tem para oferecer. Já efectuaram o percurso cerca de 1500 pessoas. O retorno para a região representou 30 mil euros. A população local também tem aderido.

Mário Monteiro abordou a questão da Linha das Talhadas/Moradal, em que foram instaladas estruturas militares ao longo destas serras. Este projecto tem como objectivo identificar e compreender o dispositivo militar iniciado nos séculos XVII e XiX. O responsável sublinhou que  a linha do Tejo foi o percurso frequentemente escolhido em virtude de ser o mais curto até Lisboa. Mas as montanhas criaram enormes dificuldades ao avanço das tropas, criando uma linha defensiva com carácter permanente, readaptada e utilizada quando necessário.

Carlos Batata, arqueólogo da Associação de Estudos do Alto Tejo, apresentou o Projecto Auri Tagus, que tem a ver com a exploração do ouro em tempos executada nas Portas de Ródão e Charneca de Ródão.

O arqueólogo frisou que há uma série de estruturas que podem estar ligadas directamente à exploração do ouro e deixou ainda uma recomendação: é urgente fazer o levantamento topográfico das conheiras mais significativas e a limpeza dos locais.
Maria do Carmo Sequeira realçou que Vila Velha orgulha-se de preservar tudo o que a ver com a arqueologia, arte rupestre e geologia. “Foi definido por nós que a vertente do turismo era importante, porque a educação e a cultura são importantes para que haja desenvolvimento turístico, que traz também a criação de postos de trabalho”, realçou.

A autarca salientou que entenderam fazer a preservação de todo nosso território nestas áreas "que nos dizem muito".

 
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