Qua 01 Jul |
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Na comunicação mais aguardada, António Martinho Baptista, falou do futuro Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Tejo, em que o projecto de arquitectura e a maqueta estão prontos. Logo que possível o projecto será apresentado. O responsável frisou que no Tejo estão submersos 5 mil anos de arte rupestre. Isto justifica a criação de um grande Centro de Interpretação. “Vamos fazer um Centro que traga ao conhecimento do país o que está debaixo de água”, destacou, defendendo que a arte rupestre não é estudável nem visitável debaixo de água. “O Tejo entrou no imaginário nacional através da arte rupestre. Não podemos mantê-la debaixo de água”, frisou. Defendeu ainda que o museu terá que funcionar em rede com o do Côa(que nascerá brevemente), uma vez que os dois rios têm o maior arquivo do nosso imaginário pré-histórico. Nuno Coelho, da empresa Incentivos Outdoor fez a apresentação do Caminho de Xisto da Foz do Cobrão, bem como do percurso pedestre “Voo do Grifo”. Referiu que desta forma consegue-se encaminhar pessoas para a visita ao território, o que é um factor de desenvolvimento. O “Voo do Grifo” passa nos locais mais simbólicos que a região tem para oferecer. Já efectuaram o percurso cerca de 1500 pessoas. O retorno para a região representou 30 mil euros. A população local também tem aderido. Mário Monteiro abordou a questão da Linha das Talhadas/Moradal, em que foram instaladas estruturas militares ao longo destas serras. Este projecto tem como objectivo identificar e compreender o dispositivo militar iniciado nos séculos XVII e XiX. O responsável sublinhou que a linha do Tejo foi o percurso frequentemente escolhido em virtude de ser o mais curto até Lisboa. Mas as montanhas criaram enormes dificuldades ao avanço das tropas, criando uma linha defensiva com carácter permanente, readaptada e utilizada quando necessário. Carlos Batata, arqueólogo da Associação de Estudos do Alto Tejo, apresentou o Projecto Auri Tagus, que tem a ver com a exploração do ouro em tempos executada nas Portas de Ródão e Charneca de Ródão. O arqueólogo frisou que há uma série de estruturas que podem estar ligadas directamente à exploração do ouro e deixou ainda uma recomendação: é urgente fazer o levantamento topográfico das conheiras mais significativas e a limpeza dos locais. A autarca salientou que entenderam fazer a preservação de todo nosso território nestas áreas "que nos dizem muito". |
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